segunda-feira, dezembro 26, 2005

VÍTOR HUGO


Muito mal tirada, de telemóvel, mas fui eu que a tirei outro dia...

Tio Vítor, como lhe chamava, desde que soube que tinha sido muito amigo de um tio meu.
Única pessoa autorizada a chamar-me Nônô.
Foi-se embora, deixou-nos, e nem me despedi…
A pensar que lhe ia fazer uma surpresa, fui ao hospital dia 24, para lhe dar um beijinho de Natal.
Andei louca à procura, espreitando pelas janelas do corredor da UCI a ver se o via, esperando que já estivesse numa enfermaria normal, até que uma enfermeira me faz a surpresa a mim e me dá a notícia.
Assim.
Não estava preparada, mas quem é que está?
As lágrimas não deixaram ainda de correr, não sei o que diga, o que pense, o que faça.
Conheci-o no Pedro V.
Agora, sempre que lá for, vou ficar à espera que apareça a qualquer momento, à espera da sua voz característica, que se sente ao balcão a meu lado para comer uns pastéis de bacalhau com arroz de tomate ou umas favas novas…
À espera da conversa, sobre o Benfica, sobre a política, sobre as suas jogadoras, sobre o filho, sobre tudo e sobre nada, sempre com um humor algo sarcástico sobre o que se passava à sua volta.
Vou ter saudades… Vamos todos ter saudades…
Faz muita falta e não o esqueço, tio Vítor.
Perdoe-me não escrever bem.
Continuamos a conversa noutra altura.

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