O dia 17 no Eternas Saudades do Futuro
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ego quoque
Sexta-feira, Maio 25, 2012
Sexta-feira, Maio 18, 2012
O ego quoque faz 8 anos
Oito anos mas não consecutivos....
Houve anos só com duas entradas e um ano não teve mesmo direito a nenhuma.
Nesse primeiro dia, 18 de Maio de 2004, começou assim:
http://egoquoque.blogspot.pt/2004/05/comecei.html
http://egoquoque.blogspot.pt/2004/05/o-que-vai-ser.html
Da memória
O dia 16 no Eternas Saudades do Futuro
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Sexta-feira, Maio 11, 2012
Do ofício de escrever cartas?
O dia 15 no Eternas Saudades do Futuro
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Sexta-feira, Maio 04, 2012
Europa
O dia 14 no Eternas Saudades do Futuro
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Sexta-feira, Abril 27, 2012
Do cabeleireiro
O dia 13 no Eternas Saudades do Futuro
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Sexta-feira, Abril 20, 2012
Da grei
O dia 12 no Eternas Saudades do Futuro
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Terça-feira, Abril 17, 2012
Dizei-me!
Dizei-me!
O que podemos fazer para deter
esta insanidade que tomou de assalto Portugal há anos antes que nos destrua
por completo?
Disseram-nos que é pelo voto que
mandamos e mudamos.
Votei. Votámos.
Não ouço lá a minha voz nem a de
muitos.
Disseram-nos que temos liberdade
de nos manifestar.
Estive em várias manifestações. Estivemos.
Não ligam, por maiores que sejam.
Disseram-nos que temos liberdade
de expressão.
Usamo-la todos os dias e alguns (poucos) jornalistas e pensadores denunciam e alertam.
Não ouvem.
As liberdades são todas ilusórias. Têm-nas uns poucos. Há liberdade apenas para roubar, trair e mentir.
Então, o que é que neste sistema político nos permite sermos ouvidos?
Então, o que é que neste sistema político nos permite sermos ouvidos?
Dizei-me!
O sistema é um mero jogo insidiosamente viciado, espartilhado, que invoca o perigo de
envenenamento para que ninguém fora dos partidos possa alguma vez interferir
na panela.
O que existe?
Dizei-me!
Uma ILC? Que lei se proporia na ILC, uma armadilha que, a final, vai ser sujeita à
aprovação dos mesmos? Só com 10 milhões de assinaturas se poderia pensar que ela fosse tida em conta...
Como foi possível não darmos por
isso e não resistirmos perante este divórcio litigioso entre povo e país? Um
divórcio agravado, pois bem vemos que o povo vive num planeta e o poder noutro.
Que faço? Que fazemos? Não quero mais sentir-me impotente. Não quero fingir que nada se passa. Não basta a revolta que nos revolve as entranhas.
Dizei-me!
Não posso ficar de braços cruzados assistindo à morte do meu
País. Salvem-no!
Como?
Alguém que me (nos) ajude, depressa. Tenho medo de desistir.
Dizei-me!
Domingo, Abril 15, 2012
Sílabas
Num tom que não admitia
contestação, declarei do alto dos meus três anos que queria ler. Não me lembro
da resposta mas deve ter soado a hesitação porque não mais larguei o assunto
até forçar uma rendição total.
Comecei então a ver a mãe a
recortar fotografias de revistas e a guardá-las. Intrigou-me, aquele mistério.
Parecia uma brincadeira que me estava vedada, e olhava entre o curiosa e o
zangada aqueles recortes coloridos. Até que um dia percebi: do desvelo de mãe saiu
um dossier pequeno, com algumas folhas
brancas. Nestas, cuidadosamente seleccionados estavam colados os tais recortes
de revistas e, à frente de cada boneco, uma letra.
Finalmente ia ler! Sofregamente
absorvi as letras e depois as sílabas, obrigando a desesperada mãe a pensar em
palavras que pudesse construir com o já aprendido e voltar às revistas para
encontrar os bonecos adequados. Ainda me lembro da folha que tinha um cavalo. Já
na altura era uma paixão, e o conseguir ler o nome da coisa amada comoveu-me. Tinha
conseguido! O dossier foi aproveitado para o irmão seguinte, mas o interesse
não era o mesmo, e quando chegava ao cavalo, olhava para a mãe com ar
triunfante e dizia sempre: Égua! Acho que ficou por ali.
Em casa da avó, na Rua de S. Ciro
ou no Alentejo, a mãe conseguia descansar um pouco da minha impaciência e dava
lugar à avó. Sentadas à camilha, eu numa cadeira com várias almofadas que me
faziam ter os pés ainda mais longe do chão, começava a lição. A avó pegava num
livro qualquer e com o seu vagaroso dedo indicador ia apontando as palavras que
eu tinha de ler e das quais não tinha a mínima ideia o que significavam. Eram
sílabas. Lindas. Uma vitória saborosa. De vez em quando, aquele carinhoso dedo enrugado
tapava as minhas sílabas e eu, chorosa, chamava a mãe em meu auxílio: Ó mãe, a
avó não me deixa ler!
Pouco a pouco deixaram-me à
solta, e aos cinco, lia os livros da Enid Blyton, “Os Cinco”, não percebendo
metade e perguntava sempre à mãe o que era “um fim emocionante”.
Em casa da mãe havia tudo. Pude
ir devorando sílabas. Portuguesas primeiro, mais tarde as francesas e inglesas.
Passaram também a ser minhas, estas.
Num dos escritórios no Alentejo estavam
os livros mais infantis, os da Condessa de Ségur, com gravuras e ortographia da
época. Minha querida Sophia, como sofri com os teus desastres!
Na sala havia uma pequena estante
com livros fascinantes que me acompanharam vida fora. Na prateleira de baixo
estavam os livros de estudo da minha avó e tias-avós, e os que serviram também
a mãe e tios. Passei férias inteiras a aprender francês, inglês, história e
geografia em livros do séc. XIX ou princípios do séc. XX, cujos exercícios
passava para um caderno comprado na vila.
Já mais velha lia os da
prateleira de cima, romances cor-de-rosa, como “John chauffeur russo” ou “Água
pela barba”. As histórias das meninas pobres e príncipes ou vice-versa,
repetidas à exaustão com diferenças que nos davam a ilusão de ser uma outra
história, quando afinal era a mesma…
Ainda hoje, quando entro nessa
sala, o meu olhar se vira para a estante, onde estão os livros que contêm as
minhas sílabas. Ainda lá estão, elas. Bem guardadas.
Sexta-feira, Abril 13, 2012
Da ida à terra
O dia 11 no Eternas Saudades do Futuro
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Sexta-feira, Março 30, 2012
Da insatisfação
O dia 10 no Eternas Saudades do Futuro
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Sexta-feira, Março 23, 2012
Trabalho
O dia 9 no Eternas Saudades do Futuro
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Terça-feira, Março 20, 2012
Sexta-feira, Março 16, 2012
Ciclovias
O dia 8 no Eternas Saudades do Futuro
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Sexta-feira, Março 09, 2012
Da condução
O dia 7 no Eternas Saudades do Futuro
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Sábado, Março 03, 2012
Sexta-feira, Março 02, 2012
O carro
O dia 6 no Eternas Saudades do Futuro
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Sexta-feira, Fevereiro 24, 2012
Monarquia
O dia 5 no Eternas Saudades do Futuro
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Terça-feira, Fevereiro 21, 2012
A angústia das quintas
Escrever no blogue de outra
pessoa, com prazo a cumprir, está ser complicado.
Neste blogue, só meu, escrevo ou
preencho vazios quando e como bem me apetece, não há regras, pressão ou exigência.
Também por isso se encontram aqui das piores coisinhas da blogosfera, mas sou
mulher para assumir o fraco, o fracote, o mau e o péssimo, que perfeitinho não
há quem, sei lá eu se o que vejo noutros é uma aparência bonitinha com muito
lixo debaixo do tapete…
Tendo que entregar o texto quinta-feira
à noite, gostava eu que na segunda-feira estivesse pronto. Gostar, gostava, mas
gostar ainda não é comandável. Sábado, domingo, segunda, terça, nada, nem uma
pista. Três textos começados há umas semanas estão bloqueados. Invariavelmente todas
as sextas-feiras faço um ataque cerrado de artilharia e cavalaria aos três, dizendo
a mim própria que é desta! mas acabo por desistir. Não gosto, pronto.
Chega então a quarta-feira e
começo a entrar em pânico. E agora? Uma espécie de “coisa” começa a desenhar-se,
ainda não percebi bem onde, nem como, mas penso que muitas vezes enquanto ando,
vá-se lá saber porquê (será o único tempo de cérebro mesmo livre? Ainda sou
atropelada…) Escrevinho umas frases. Odeio sempre. Uma porcaria. Fecho rapidamente
o Word ou o caderninho, consoante o caso.
Quinta-feira. Tem mesmo de ser!
Começo de novo ou olho para o horror de quarta? Que faço eu com isto? Agarro-me
com unhas e dentes e dedos e braços e tudo e lá aparece o que parece um texto. Tirado
a ferros, à pressa. Ao ler é só defeitos a saltarem para o meu colo. Num
angústia de adolescente apaixonada apresso-me a enviá-lo, antes que me
arrependa.
Amanhã é quarta!
Sexta-feira, Fevereiro 17, 2012
A cantina
O dia 4 no Eternas Saudades do Futuro
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Sexta-feira, Fevereiro 10, 2012
Calçada portuguesa
O dia 3 no Eternas saudades do futuro
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