Interessante o debate hoje...porque interessantes os protagonistas.
Concordo com as propostas do Dr. António Barreto, para a refundição pedida pelo Prof. Adriano Moreira, mas quem sou eu?
Apenas umas achegas, das minhas. O espectro político em Portugal é muito redutor, muito mesmo. Praticamente nunca senti lá, na Assembleia, a minha voz. E como eu há muitos...
Há anos que voto em consciência, nunca voto útil, mas o triste facto é que em quem voto vê-se espartilhado pelo domínio dos agora sempiternos 5, ditado pelo método de Hondt.
Não sei se chega o deputado nominal e o fim da disciplina partidária para mudar o status quo...
E o bando dos 5 vai cerrar fileiras para que nada mude, especialmente uma lei eleitoral que os mantém perto dos seus sonhos de poder, e alimenta as suas avidezes e ganâncias.
terça-feira, dezembro 14, 2010
terça-feira, outubro 19, 2010
domingo, outubro 10, 2010
domingo, setembro 26, 2010
Me
Raiva,
Fúria,
muita...
Contida,
retida,
detida,
até que...
Uma
pequena
minúscula,
ridícula
faísca,
faz
PUM!
Não falemos mais disso...
Fúria,
muita...
Contida,
retida,
detida,
até que...
Uma
pequena
minúscula,
ridícula
faísca,
faz
PUM!
Não falemos mais disso...
terça-feira, fevereiro 23, 2010
LIVROS EM TRÂNSITO
· Le Périple de Baldassare – Amin Maalouf (Le Livre de Poche da Grasset)
Dava um excelente filme!
Uma aventura no séc.XVII, emocionante e cómica ao mesmo tempo, de um comerciante de Gibelet (condado de Tripoli) de ascendência genovesa (ir à Enciclopédia ver mais sobre a História da zona e descobrir por exemplo, os apelidos que o escritor usou…)
Viagem que nos leva a muitos sítios, de Constantinopla passando por Chipre, Génova, Lisboa e até à Londres do Grande Incêndio.
Como desculpa, a procura do livro que revelaria o centésimo nome de Deus, no ano que seria o ano do fim do mundo.
· Os homens que odeiam as mulheres – Stieg Larsson (Oceanos)
Viciante…
· At Swim-Two-Birds – Flann O’Brien – Modern Classics da Penguin
Tão difícil de ler, mas tão difícil, que nem sei quanto vou demorar. Vou lendo aos poucos!
História de um rapaz que alegadamente está a escrever um livro e nos apresenta as suas personagens fantasiosas mas cómicas e uma visão sarcástica do seu mundo.
Escrito de forma original: a forma como vão sendo introduzidas no enredo as personagens do outro "livro".
sábado, fevereiro 13, 2010
Conheci-a e ao tio João José com os meus 18 anos. Namorava (casei com) um sobrinho...
Adoptámo-nos.
No mesmo abraço fui adoptada pelos filhos, mais velhos e mais novos do que eu.
Acho que aconteceu a muitas e muitos outros, antes ou depois. E estas adopções são para a vida...
Longas tardes e noites de conversa, de canastadas, de brincar, de improvisar, de só estar.
Tinha direito a tudo: sorrisos, ralhetes, risos, sarcasmos, beijinhos, ordens, abraços, caretas (adorava as caretas), tarefas distribuídas, cumplicidades...
Voz e riso inconfundíveis. Frontalidade e delicadeza simultâneas. Refilava, refilava, mas o coração acabava por derreter. Num minuto general, no seguinte anjo protector.
Aprendi o que é uma casa sã, um casamento verdadeiro, a vocação de mãe... Quando nasceu a Marta, claro que passou a fazer parte do clã.
Tinha um abraço do tamanho do mundo, onde cabiam todos os filhos (concerteza agora os netos) e ainda nós... os adoptados.
Inspiradora sem dúvida, tenho medo de a poder ter desiludido.
Continua aqui, Tia, connosco, e por isso também comigo e com a Marta, porque...nós nos adoptámos, e isso é para sempre.
Adoptámo-nos.
No mesmo abraço fui adoptada pelos filhos, mais velhos e mais novos do que eu.
Acho que aconteceu a muitas e muitos outros, antes ou depois. E estas adopções são para a vida...
Longas tardes e noites de conversa, de canastadas, de brincar, de improvisar, de só estar.
Tinha direito a tudo: sorrisos, ralhetes, risos, sarcasmos, beijinhos, ordens, abraços, caretas (adorava as caretas), tarefas distribuídas, cumplicidades...
Voz e riso inconfundíveis. Frontalidade e delicadeza simultâneas. Refilava, refilava, mas o coração acabava por derreter. Num minuto general, no seguinte anjo protector.
Aprendi o que é uma casa sã, um casamento verdadeiro, a vocação de mãe... Quando nasceu a Marta, claro que passou a fazer parte do clã.
Tinha um abraço do tamanho do mundo, onde cabiam todos os filhos (concerteza agora os netos) e ainda nós... os adoptados.
Inspiradora sem dúvida, tenho medo de a poder ter desiludido.
Continua aqui, Tia, connosco, e por isso também comigo e com a Marta, porque...nós nos adoptámos, e isso é para sempre.
sexta-feira, janeiro 01, 2010
Ano Novo
Odeio a ideia do divertimento à força. Não é o meu género.Reveillons não é mesmo comigo.
Divirto-me todos os dias, todos os segundos! Estou até classificada de meia tonta.
Mas confesso...
Uma coisa é náo querer ir, outra é nem sequer ser convidada...
E cheguei à conclusáo de que consigo ser, apesar de uma personalidade tão forte como todos dizem, invisível!
Não me tinha apercebido deste poder, e gostava de o utilizar em variadissimas situações no trabalho, mas acho que é precisamente aí que não sou invisível (bolas!).
Quanto à parte social ainda estou a tentar perceber, e já lá vão muitos anos, o que se passa comigo.
Sou gorda, sim, mas não peso 100kg e mesmo isso contribuiria para se lembrarem...
Quando vejo o espelho a imagem não é assim tão repugnante
Sou tímida à primeira e demasiado pra frentex á segunda
Não tenho pachorra para conversa social, gosto é de observar (é isto?)
Pufff
Lembrei-me eu, a loira momentânea...
Sou insípida!!!
Desculpem-me mas se há coisa que não quero ser é insípida!
Sou?
Divirto-me todos os dias, todos os segundos! Estou até classificada de meia tonta.
Mas confesso...
Uma coisa é náo querer ir, outra é nem sequer ser convidada...
E cheguei à conclusáo de que consigo ser, apesar de uma personalidade tão forte como todos dizem, invisível!
Não me tinha apercebido deste poder, e gostava de o utilizar em variadissimas situações no trabalho, mas acho que é precisamente aí que não sou invisível (bolas!).
Quanto à parte social ainda estou a tentar perceber, e já lá vão muitos anos, o que se passa comigo.
Sou gorda, sim, mas não peso 100kg e mesmo isso contribuiria para se lembrarem...
Quando vejo o espelho a imagem não é assim tão repugnante
Sou tímida à primeira e demasiado pra frentex á segunda
Não tenho pachorra para conversa social, gosto é de observar (é isto?)
Pufff
Lembrei-me eu, a loira momentânea...
Sou insípida!!!
Desculpem-me mas se há coisa que não quero ser é insípida!
Sou?
segunda-feira, dezembro 28, 2009
domingo, dezembro 20, 2009
Se calhar
Se calhar, não sou
Se calhar, não vejo
Se calhar, invento
Se calhar, rebento
Se calhar, danço
Se calhar, balanço
Se calhar, saio
Se calhar, destruo
Se calhar, vou dizer não
Se calhar, vou voar
Se calhar, vou escrever
Se calhar, vou amar
Se calhar, vou ser feliz
Um dia...
28/02/09
Se calhar, não vejo
Se calhar, invento
Se calhar, rebento
Se calhar, danço
Se calhar, balanço
Se calhar, saio
Se calhar, destruo
Se calhar, vou dizer não
Se calhar, vou voar
Se calhar, vou escrever
Se calhar, vou amar
Se calhar, vou ser feliz
Um dia...
28/02/09
segunda-feira, novembro 05, 2007
ILUSÕES
Um dia, de pura paixão platónica, achei que tinha escrito um poema razoável (não sei porquê mas sai sempre em francês e por isso pode ter erros):
Je te trouverai même au bout du monde.
Ne fuis pas ton destin...
Je t'attraperai jusqu'avant le précipice.
Ou alors,
je me jeterrai,
et des ailes jailliront juste pour voler avec toi...
Orgulhosa q.b., dirijo-me ao meu maior crítico, o meu irmão mais novo.
Silêncio... "Bom, não está mal..."
Uns dias depois, recebo um pequeno papel:
Jours devenus moments, moments filés de soie
Agréables soupirs, pleurs enfants de la joie
Voeux, serments et regards, transports, ravissements
Mélange dont on se fait le bonheur des amants
La Fontaine
Pronto, desisto...
Quem me manda a mim ter veleidades?
Je te trouverai même au bout du monde.
Ne fuis pas ton destin...
Je t'attraperai jusqu'avant le précipice.
Ou alors,
je me jeterrai,
et des ailes jailliront juste pour voler avec toi...
Orgulhosa q.b., dirijo-me ao meu maior crítico, o meu irmão mais novo.
Silêncio... "Bom, não está mal..."
Uns dias depois, recebo um pequeno papel:
Jours devenus moments, moments filés de soie
Agréables soupirs, pleurs enfants de la joie
Voeux, serments et regards, transports, ravissements
Mélange dont on se fait le bonheur des amants
La Fontaine
Pronto, desisto...
Quem me manda a mim ter veleidades?
FERNANDO QUINTAIS - JOÃO CAMOSSA
Por falta de comparência, este blogue começa a ficar parecido com uma página de elogios fúnebres, mas é mesmo assim.
Não consigo ficar calada com a morte de dois amigos meus, tão próximas uma da outra.
Fernando Quintais, de quem já tinha falado em ocasião anterior, era uma das pessoas a quem escrevia cartas, mentalmente, a quem queria agradecer o livro que me ofereceu e que li devotamente, nas minhas viagens de metro até ao trabalho, a quem queria agradecer o ter sido o meu "patrono" num trabalho da faculdade, a paciência e condescendência com que sempre me aturou, desde a adolescência até já aos vinte e tal anos, a sua calma, ponderação, bondade...
Não vou nem posso esquecer...
João Camossa foi outro protector, noutro estilo.
Desafiador, de imensa sabedoria e sarcástico, nunca deixava de ter a última palavra.
Arranjou-me logo uma alcunha: "Cigana maldita" e parecia ter prazer em rematar a argumentação com o cognome.
Algures, no caos da minha desorganização documental, tenho rimas propósito de uma célebre canção sobre Vasco Gonçalves, que tentei, na minha teimosa adolescência, desconstruir.
Tanto insisti, teimei, manobrei, que os "meus " intelectuais, com a sua própria letra, escreveram quadras. Que me lembre, eram: Henrique Barrilaro Ruas (o meu santo), António Borges de Carvalho (o "porreiro") e claro, o mais cáustico, João Camossa.
Também não posso nem o vou esquecer...
Não consigo ficar calada com a morte de dois amigos meus, tão próximas uma da outra.
Fernando Quintais, de quem já tinha falado em ocasião anterior, era uma das pessoas a quem escrevia cartas, mentalmente, a quem queria agradecer o livro que me ofereceu e que li devotamente, nas minhas viagens de metro até ao trabalho, a quem queria agradecer o ter sido o meu "patrono" num trabalho da faculdade, a paciência e condescendência com que sempre me aturou, desde a adolescência até já aos vinte e tal anos, a sua calma, ponderação, bondade...
Não vou nem posso esquecer...
João Camossa foi outro protector, noutro estilo.
Desafiador, de imensa sabedoria e sarcástico, nunca deixava de ter a última palavra.
Arranjou-me logo uma alcunha: "Cigana maldita" e parecia ter prazer em rematar a argumentação com o cognome.
Algures, no caos da minha desorganização documental, tenho rimas propósito de uma célebre canção sobre Vasco Gonçalves, que tentei, na minha teimosa adolescência, desconstruir.
Tanto insisti, teimei, manobrei, que os "meus " intelectuais, com a sua própria letra, escreveram quadras. Que me lembre, eram: Henrique Barrilaro Ruas (o meu santo), António Borges de Carvalho (o "porreiro") e claro, o mais cáustico, João Camossa.
Também não posso nem o vou esquecer...
domingo, agosto 20, 2006
Cartas
Passo a vida a escrever cartas...
Todos os dias...todas as noites.
Umas inteiras, desde a data até à assinatura, incluindo o post scriptum.
Outras apenas parágrafos, e outras ainda só mesmo frases.
Umas resultantes de fúria, indignação, revolta...
De situações com taxistas, lojistas, funcionários, televisões, jornais...
A maior parte de agradecimento...
Ao Vasco Vieira de Almeida, por de alguma forma (muito ternurenta) ter substituido o meu pai e nunca o ter esquecido, ao Alçada Baptista, por sem saber, fazer parte da minha família, ele, as suas histórias e as das suas tias, ao Amin Maalouf, por ter escrito das coisas que mais gostei e aparecer com o maravilhoso Origines, e de um modo estranho me fazer sentir ligada ao Líbano (tal como me sinto em relação à Irlanda...), ao Fernando Quintais, que meu patrono, me deu o seu livro tão do meu agrado (nem ele sabe quanto).
Ainda há mais, mas estes são os recorrentes...
Nunca as escrevo realmente...
Apenas têm forma fugaz antes de adormecer, como que promessa de um amanhã epistolar.
Lido isto, parece-me possidónio mas é assim...
Todos os dias...todas as noites.
Umas inteiras, desde a data até à assinatura, incluindo o post scriptum.
Outras apenas parágrafos, e outras ainda só mesmo frases.
Umas resultantes de fúria, indignação, revolta...
De situações com taxistas, lojistas, funcionários, televisões, jornais...
A maior parte de agradecimento...
Ao Vasco Vieira de Almeida, por de alguma forma (muito ternurenta) ter substituido o meu pai e nunca o ter esquecido, ao Alçada Baptista, por sem saber, fazer parte da minha família, ele, as suas histórias e as das suas tias, ao Amin Maalouf, por ter escrito das coisas que mais gostei e aparecer com o maravilhoso Origines, e de um modo estranho me fazer sentir ligada ao Líbano (tal como me sinto em relação à Irlanda...), ao Fernando Quintais, que meu patrono, me deu o seu livro tão do meu agrado (nem ele sabe quanto).
Ainda há mais, mas estes são os recorrentes...
Nunca as escrevo realmente...
Apenas têm forma fugaz antes de adormecer, como que promessa de um amanhã epistolar.
Lido isto, parece-me possidónio mas é assim...
segunda-feira, dezembro 26, 2005
VÍTOR HUGO

Muito mal tirada, de telemóvel, mas fui eu que a tirei outro dia...
Tio Vítor, como lhe chamava, desde que soube que tinha sido muito amigo de um tio meu.
Única pessoa autorizada a chamar-me Nônô.
Foi-se embora, deixou-nos, e nem me despedi…
A pensar que lhe ia fazer uma surpresa, fui ao hospital dia 24, para lhe dar um beijinho de Natal.
Andei louca à procura, espreitando pelas janelas do corredor da UCI a ver se o via, esperando que já estivesse numa enfermaria normal, até que uma enfermeira me faz a surpresa a mim e me dá a notícia.
Assim.
Não estava preparada, mas quem é que está?
As lágrimas não deixaram ainda de correr, não sei o que diga, o que pense, o que faça.
Conheci-o no Pedro V.
Agora, sempre que lá for, vou ficar à espera que apareça a qualquer momento, à espera da sua voz característica, que se sente ao balcão a meu lado para comer uns pastéis de bacalhau com arroz de tomate ou umas favas novas…
À espera da conversa, sobre o Benfica, sobre a política, sobre as suas jogadoras, sobre o filho, sobre tudo e sobre nada, sempre com um humor algo sarcástico sobre o que se passava à sua volta.
Vou ter saudades… Vamos todos ter saudades…
Faz muita falta e não o esqueço, tio Vítor.
Perdoe-me não escrever bem.
Continuamos a conversa noutra altura.
domingo, dezembro 05, 2004
Posso estar chateada?
Mesmo com tudo?
É o que apetece, quando se assiste à dança das cadeiras...
Que pena não termos políticos que discutam ideias à séria, que estimulem o povo de alguma forma, sem os facilitismos da demagogia (assim qualquer um...).
Todos os "grandes partidos" tendem a apostar nos eleitores urbanos porque supostamente mais esclarecidos. Na minha opinião são os que mais facilmente embarcam na demagogia e que se estão nas tintas para os ideais.
A culpa do desinteresse pela política está nos próprios partidos grandes...a quem não interessam outras vozes no Parlamento.
O que transparece pela Comunicação Social é que só temos 4 partidos em que votar, e às vezes mesmo dão a entender que são só 2... E diz-se que lobbies só há nos EUA...
Qual é o problema de existirem 10 vozes diferentes no Parlamento? Não será mais democrático? Não espelha melhor a sociedade? Porque convencer as pessoas que não vale a pena votar nos partidos pequenos? Claro que o método de Hondt é fatal, mas alguém tem de começar a contestar, sob pena de sufocar todos os que não se revêm nos 5 partidos...
É o que apetece, quando se assiste à dança das cadeiras...
Que pena não termos políticos que discutam ideias à séria, que estimulem o povo de alguma forma, sem os facilitismos da demagogia (assim qualquer um...).
Todos os "grandes partidos" tendem a apostar nos eleitores urbanos porque supostamente mais esclarecidos. Na minha opinião são os que mais facilmente embarcam na demagogia e que se estão nas tintas para os ideais.
A culpa do desinteresse pela política está nos próprios partidos grandes...a quem não interessam outras vozes no Parlamento.
O que transparece pela Comunicação Social é que só temos 4 partidos em que votar, e às vezes mesmo dão a entender que são só 2... E diz-se que lobbies só há nos EUA...
Qual é o problema de existirem 10 vozes diferentes no Parlamento? Não será mais democrático? Não espelha melhor a sociedade? Porque convencer as pessoas que não vale a pena votar nos partidos pequenos? Claro que o método de Hondt é fatal, mas alguém tem de começar a contestar, sob pena de sufocar todos os que não se revêm nos 5 partidos...
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